quarta-feira, 4 de abril de 2012

Zoroastro

          Foi um profeta nascido na Pércia (atual Irã), aproximadamente 700 anos a.C., em uma pequena vila, num período em que era pregado o Teísmo (crença em vários deuses). Quando jovem decidiu partir, vivendo isolado em montanhas, e mais tarde, apesar de ter sido educado religiosamente entre teístas, iniciou a sua pregação do Deísmo (crença em um Deus único).
       Posteriormente fundou o Masdeísmo, religião adotada oficialmente pelos Aquemênidas (558-330) a.C., com existência até os dias atuais. Sua doutrina tinha como missão purificar os costumes tradicionais de seu povo a fim de erradicar o politeísmo, o sacrifício de animais e a magia. Com isso, o culto poderia atingir uma dimensão ético-espiritual elevada.
        Zoroastro pregava que o esforço e o trabalho eram atos santos. Eis algumas frases ou ditos a ele atribuídos:
  • "O que vale mais num trabalho é a dedicação do trabalhador".
  • "O que lavra a terra com dedicação tem mais mérito religioso do que poderia obter com mil orações sem nada fazer".
  • "Aquele que diz uma palavra injusta pode enganar o seu semelhante, mas não enganará a Deus."
  • "Deus está sempre à tua porta, na pessoa dos teus irmãos de todo o mundo."
  • "O que semeia milho, semeia a religião. Não trabalhar é um pecado."

          Há cânticos que conta uma lenda sobre o profeta. Tais cânticos dizem que ele ao nascer, sorriu, e por este motivo os sacerdotes o consideram um demônio, aconselhando seu pai que o matasse, a fim de agradar os deuses. Seu pai não queria executar tal missão, tendo então os próprios sacerdotes tentado de diversas formas tirar-lhe a vida, sem sucesso.
          Morreu assassinado aos 77 anos de idade enquanto rezava no templo, diante do fogo sagrado. Segundo alguns relatos, o seu túmulo estaria em Persépolis.
          Com a conquista da Pérsia por Alexandre (O Grande) em 330 a.C., o Masdeísmo sofreu um duro golpe, tendo a classe sacerdotal sido dizimada e muitos templos destruídos. O incêndio da capital do império, Persépolis, provocaria o desaparecimento de textos da religião conservados na biblioteca da cidade.


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